Centro de Pesquisas VIDAS

IMUNOTERAPIA

Imunização com Linfócitos

A Imunoterapia com Linfócitos (LIT - Lymphocytes Immune Therapy) foi primeiramente estudada em animais por Dr. Alan Beer, no período de 1970-1979. Foi utilizada em mulheres com história de aborto de repetição pela primeira vez em 1978. Dr. Beer foi o primeiro a apresentar uma teoria e dados envolvendo a LIT como uma possibilidade terapêutica para casos de aborto de repetição, em 1979 durante o Congresso de Imunologia do Transplante em Paris, França.

A Imunoterapia com Linfócitos tem sido utilizada também para pacientes com infertilidade sem causa aparente e pacientes com falhas repetidas de Fertilização in vitro e transferência de embriões (FIV/ET). Além da LIT, existem outras formas de imunoterapia que visam converter uma resposta imunológica da gestação inadequada-Th1 em uma resposta imune normal-Th2, tais como: imunoglobulina endovenosa, corticóides, drogas anti-TNF (em estudo).

Pacientes que necessitam de LIT são pacientes com história de aborto de repetição ou casais inférteis que apresentam compatibilidade HLA com o esposo e/ou não apresentam anticorpos anti-linfócitos do esposo (anticorpos bloqueadores) quando testadas laboratorialmente e/ou apresentam uma resposta imune inadequada, Th1.

A LIT consiste em imunizações intradérmicas preparada a partir de sangue do esposo e administrada, inicialmente, em 2 ocasiões com intervalo de 4 a 6 semanas. Após 1 mês da segunda imunização a paciente realiza um novo teste para detectar a presença de anticorpos bloqueadores. Aproximadamente 85% das pacientes respondem ao tratamento inicial de forma plena, sendo liberada para engravidar. Os 15% restantes respondem parcialmente ou não respondem a terapia inicial, sendo indicada 03 doses de reforço em intervalos menores, com o sangue do próprio esposo associado ou não com um doador. Após essa segunda seqüência um novo teste avalia a resposta, obtendo bons resultados na maioria dos casos.

Pacientes com teste pós-imunização positivo devem realizar imunização de reforço a cada três meses, caso não engravide, para manter níveis elevados de anticorpos bloqueadores. Dados revelam que cerca de 80% das pacientes engravidam nos primeiros 12 meses pós-imunização, 60% nos primeiros 3 meses. No período gestacional é recomendada imunização durante a primeira metade da gravidez, para manter os níveis de anticorpos bloqueadores elevados, fundamental para manutenção da gravidez.

O principal efeito da LIT é promover o aparecimento de anticorpos bloqueadores. Observa-se também, como efeito da LIT, uma diminuição da atividade das células NK e conversão da resposta Th1 em Th2. Elevação do número e atividade das células NK são indicadores de mau resultado gestacional, aborto recorrente e falhas de FIV/ET, e caracterizam as pacientes classificadas como categoria 5. Cerca de 80% dessas pacientes apresentam uma diminuição da atividade das células NK com a LIT.

Previamente a preparação da LIT é realizada no sangue do esposo e caso necessário do doador uma triagem rigorosa para doenças infecciosas. Pacientes com tipagem Rh negativa devem receber imunoglobulina anti-Rh após imunização.

A aplicação da vacina é realizada na face anterior do antebraço, abaixo da prega do cotovelo, onde o conteúdo da vacina é dividido em 3 pontos. Pode ocorrer uma reação no local da aplicação, como: hiperemia, prurido, formação de pequenos nódulos dolorosos e de linfonodos axilares

 
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