Centro de Pesquisas VIDAS

IMUNOLOGIA

Imunologia

Um eficiente avanço para a reprodução
A gravidez é, sem dúvida, um processo que acarreta mudanças extraordinárias no corpo da mulher. Uma dessas mudanças ocorre no sistema imunológico e permite que, durante nove meses, a gestante consiga abrigar um corpo estranho. Mas o que possibilita essa tolerância tão bem sucedida?

Com a gravidez, um tipo especial de atividade imunológica se desenvolve na mulher. Essa atividade impede que haja a rejeição do feto, possibilitando o seu desenvolvimento. No entanto, isso não ocorre com todas as gestantes: existem aquelas que demonstram uma resposta autoimune em relação ao feto ou às células da placenta. E, nesses casos, se não houver o devido tratamento, podem ocorrer sérias complicações – aborto e falhas em reprodução assistida.

A imunologia vem sendo cada vez mais utilizada. Através de testes especiais, é possível identificar casais que podem estar concebendo normalmente e abortando, bem como aqueles que concebem pela fertilização in vitro, mas não conseguem levar a gravidez adiante.

No primeiro caso, uma vez submetidas a um tratamento específico, as mulheres alcançam taxas de 80% de nascimento em gestação subsequente; no segundo, gestantes passíveis de insucesso reprodutivo após a FIV têm possibilidade de aumentar em até 20% a taxa de nascimento no próximo procedimento.

Problemas imunológicos
Há cinco categorias de problemas imunológicos que podem causar falhas em reprodução assistida, aborto e até infertilidade.

Categoria 1: Fator Aloimune
Casais com compatibilidade HLA. Produção insuficiente ou falta de anticorpos bloqueadores, necessários na evolução da gravidez; a evolução desse quadro resulta no aborto. O tratamento para as pacientes dessa categoria é realizado através da Imunoterapia com linfócitos paternos.

Categoria 2: Síndrome Antifosfolípide e Trombofilias Hereditárias
Para o desenvolvimento da placenta e nutrição do embrião, é preciso uma conexão entre as células do embrião (trofoblastos) e da mãe (decídua). Essa conexão ocorre graças a substâncias localizadas na superfície das células, que se chamam fosfolípides.
Quando há anticorpos antifosfolipídicos, essa interação não acontece de forma saudável e pode dificultar a gestação. Há ainda uma tendência à formação de pequenos coágulos, dificultando a nutrição do embrião; esses coágulos também podem ser formados por alterações genéticas, conhecidas como trombofilias hereditárias. As mais importantes são: deficiência da Antitrombina III, da proteína C e S, as mutações dos genes da Protrombina, do fator V de Leiden e da enzima metileno tetrahidrofolato redutase. O tratamento para esse caso é o uso da aspirina infantil e da heparina.

Categoria 3: Fator Autoimune
Mulheres que desenvolveram anticorpos contra o DNA ou produtos de degradação do DNA. Isso reflete no resultado positivo para o Fator Antinúcleo (FAN) e outros autoanticorpos. O tratamento se dá com corticosteróides.

Categoria 4: Anticorpos antiespermatozoides.
Mulheres que apresentam anticorpos antiespermatozoides. Nesse caso, o tratamento é feito com inseminação artificial ou fertilização in vitro.

Categoria 5: Hiperatividade das Células Natural Killer (NK).
Para detectar se a paciente está com essa hiperatividade nas células NK são usados os seguintes testes: imunofenotipagem de sangue periférico, teste de atividade de células NK, presença de anticorpos anti-hormônios e neurotransmissores. O tratamento é realizado com imunização com linfócitos, imunoglobulina endovenosa, drogas anti-TNF.

Indicações para investigação imunológica
- História de duas ou mais perdas gravídicas antes de 20 semanas de gestação;
- História de três falhas de FIV em paciente com menos de 35 anos;
- História de duas falhas de FIV em pacientes com mais de 35 anos;
- História de óbito fetal em gestação anterior;
- História de gestação anterior com restrição de crescimento, oligoâmnio, pré-eclampsia; grave, deslocamento prematuro da placenta;
- História de "ovo cego";
- História de patologias imunológicas.

 
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